terça-feira, 6 de outubro de 2009

História Jabaquara

Apesar do status de Distrito se relativamente novo, a ocupação da região do Jabaquara data do sáculo XVII. No arquivo da Biblioteca Paulo Duarte, há um Decreto publicado no Diário Oficial do Estado de janeiro de 1964 criando o distrito do Jabaquara. A denominação Jabaquara vem do Tupi-Guarani YAB-A-QUAR-A, que significa rocha e buraco. Nos tempos da escravidão a região era tomada por mata deserta, e servia de abrigo aos escravos foragidos das fazendas de engenho.

A região também era ponto de descanso para viajantes que se dirigiam à Santo Amaro e a Borda do Campo até inicio do século XVII. A partir dessa época a região começou a ser procurada por fazendeiros e sitiantes, que ali abriram estabelecimentos agrícolas e comerciais. Somente no final do século XIX a região se popularizou de fato, quando a administração do Município de São Paulo instalou um logradouro público – o Parque Jabaquara.

Um ponto histórico que compõe a história do distrito desde o século XVII é o Sitio da Ressaca. Construído no período colonial (a Casa data de 1719, ano inscrito na verga de sua porta principal), foi tombado em 1972, tornando-se patrimônio histórico. Em 1975 o Jabaquara é escolhida como região piloto para o projeto CURA (Comunidade Urbana de Recuperação Acelerada), e em 1978 restaura o Sitio da Ressaca. No ano de 1986 o sitio passa por uma novamente por obras de restauro, após um incêndio parcial. Foi ocupada de 1991 a 2002 pelo Acervo da Memória e do Viver Afro-Brasileiro. Atualmente abriga exposições que contemplam os fazeres e as manifestações da cultura popular.

A Casa do Sítio da Ressaca com construção de taipa de pilão (técnica de origem Árabe, muito utilizada no período colonial em São Paulo, foi amplamente utilizada pelos paulistas que, devido ao seu isolamento geográfico, dependiam essencialmente do barro como recurso para construção), possui algumas peculiaridades em relação aos demais exemplares de casas bandeiristas existentes na cidade de São Paulo: a assimetria de sua planta, um único alpendre não centralizado na fachada principal e o telhado de duas águas.

Seu primeiro proprietário foi Sargento Mór Lopes de Medeiros, passando por diversos donos permaneceu sua característica de Sítio até seu último proprietário, Antônio Cantarella - responsável pela urbanização do bairro do Jabaquara - que transformou o sítio em chácara, realizando seu loteamento em 1969. Esta modificação coincidiu com a chegada do metrô à região e a desapropriação de mais de um terço da área para instalação do seu pátio de manobras.

Entre 1886 e 1913 circulavam trens a vapor de uma pequena ferrovia que ligava a Vila Mariana a Santo Amaro, cujos trilhos foram implantados sobre uma via do antigo caminho do carro (antiga via que ligava São Paulo e Santo Amaro, atravessando os atuais Campo Belo e Brooklin). Até o final da década de 1920 toda área correspondente a administração Regional do Jabaquara (AR-JA) era escassamente povoada e apresentava características marcadamente rurais, apenas chácaras esparsas se destacavam em meio a extensas áreas não ocupadas.

Podem ser considerados como marcos iniciais do processo de ocupação urbana a abertura da auto-estrada Washington Luiz, ligando a Vila Mariana aos loteamentos suburbanos localizados na margem da represa do guarapiranga, bem como a instalação do Aeroporto de Congonhas em 1936.

Jabaquara, distrito a sudoeste do centro do Município de São Paulo, abrange os bairros: Parque Jabaquara, Vila Guarani, Vila do Encontro, Jardim Oriental, Vila Parque Jabaquara, Vila Santa Catarina, Vila Babilônia, Vila Paulista, Jardim Jabaquara, Cidade Vargas, Vila Faccine e Americanópolis.

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